Os meus, os teus e os nossos.

abril 06, 2015

Uma relação amorosa é mais do que a união entre dois seres, é o entrelaçar de duas vidas, com tudo o que isso implica. Uma das situações potencialmente problemáticas são os amigos, como dividir o tempo entre todos sem prejudicar ninguém mas, acima de tudo sem prejudicar a relação.

Tenho amigos maravilhosos e não me canso de o repetir. Nunca em tempo algum os meus amigos tiveram uma palavra menos agradável para o meu namorado, muito pelo contrário, incluem-no nas conversas e brincadeiras e, no início da nossa relação, qualquer convite que me fosse feito era sempre estendido ele. Claro que hoje ele é uma parte integrante do grupo pelo que não é necessário qualquer convite mas no início sabia bem ter a certeza que estavam dispostos a gostar de alguém que nem conheciam simplesmente por ser a pessoa que eu amo e não poderia pedir mais que isso.

Se os meus amigos se tornaram nossos, os dele continuam a ser dele. Não é por falta de tentativas mas não temos muito em comum e, ou faço conversa de circunstância e tento de minha iniciativa participar em conversas nas quais nem sequer se dão ao trabalho de me incluir ou sou ignorada. Não me importo de beber um café com eles de vez em quando mas períodos de convívio mais longos são algo complicado,especialmente se envolverem jantares ou outras festividades visto que os excessos alcoólicos são uma constante.

Não é fácil de gerir mas quando existe boa vontade de ambas as partes do casal e dos amigos de cada um tudo se torna bem mais fácil e agradável. Se esse bom senso for inexistente nas partes exteriores ao casal a questão já exige mais diplomacia e gestão estratégica mas continua a ser controlável. Afinal, uns cafés aqui e ali nunca mataram ninguém.

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11 comentários

  1. A minha situação é como a tua: os meus amigos acolheram bem o meu namorado e agora são já amigos dele agora os amigos dele esquece... Eu já tentei n e n vezes mas eles não se esforçam minimamente, fazem-me sentir de parte, às vezes chego a falar para participar nas conversas e eles ignoram fingindo que nem me ouvem (mesmo que eu repita o mesmo 3 vezes para garantir que ouvem!). Enfim, é triste

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  2. r: Obrigada :) O que passei fez-me crescer :)

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  3. De facto, o que é preciso é bom senso!

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  4. Nós não temos amigos em comum com muita pena minha, mas consigo ter tempo para estar com os meus e ele com os dele :)

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  5. Não é nada fácil ter que conviver com alguém com quem não nos identificamos...


    Isabel Sá
    https://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  6. Concordo totalmente.
    R: Felizmente compensa. Mas o meu maior problema são os chocolates, sem qualquer dúvida.

    http://istoeoinefavel.blogspot.pt/

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  7. Concordo com o teu texto, apesar de estarmos numa relação não quer dizer que tenhas de deixar amigos de parte podemos sair com eles e afins não faz mal a ninguém também há que ter aquele espaço nosso.
    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  8. Concordo absolutamente contigo :)
    Boa semana, beijinho meu :*

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  9. Nunca tinha lido nada no teu blog. Encontrei-o por acaso. E dei de caras com este post. Podia ser eu! Esta situação afecta-me um bocado, porque parece mesmo ser má vontade dos amigos dele. A situação piorou quando os amigos dele (após 2 anos a conhecer-me) conheceram a irmã dele e ficaram logo todos amigos. Passam por mim na rua e viram a cara. Tal como tu, ignoram-me se eu falar. Já me afetou mais, é verdade, mas não deixa de ser triste existirem pessoas assim no mundo... :( Obrigada pela partilha. Não é que fique feliz pela tua situação (porque sei que custa) mas é bom saber que não estou sozinha e há alguém que pode entender os meus sentimentos. Beijinhos

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    1. Não é, de todo, uma situação agradável mas pelo menos sabes que não estás sozinha. Também já não me afecta tanto, é apenas algo que torna o convívio uma espécie de obrigação quando poderia ser algo agradável. Enfim, eles é que perdem! Não desanimes querida.

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